Letícia Thompson

Toda amizade é uma história particular.
É uma história de conquista.
Primeiro, descobre-se o outro.
Todo mundo parece igual, mas não é.
E é justamente essa coisinha diferente em cada um que torna cada pessoa única.
E de repente ali está a sementinha da amizade fecundada.
A gestação começa.
São pedacinhos de nós que vão ficando nas conversas e pedacinhos do coração do outro que vão caminhando pra dentro da gente. Há os risos e os sorrisos, a partilha de coisas simples ou de coisas importantes.
As descobertas, cheias de surpresas muitas vezes.
A voz calada que pensa, não diz nada... adivinha!...
Fazemos idéia imediata de uma pessoa ao primeiro contato.
Julgamos? Talvez.
E só os próximos dias, horas ou instantes vão nos dizer se julgamos certo.
Acontece de nos termos enganado em certos pontos e quantas vezes não bendizemos isso!
Claro que ninguém gosta de estar enganado.
Mas quando descobrimos um palhacinho por detrás de uma pessoa séria e reservada é maravilhoso saber que pudemos nos enganar.
Se todos os enganos fossem assim abençoados!...
A sensibilidade do outro nos toca.
Dá até vontade de chorar.
Não sabemos direito o porquê de nos sentirmos próximos de alguém assim tão longe, tão diferente e tão igual.
Mas amizade, como o amor, não se questiona.
Vive-se.
Dela e pra ela.
É preciso dar tempo ao tempo para se saber cativar e ser cativado.
Quando saímos às pressas sempre temos o risco de deixar alguma coisa esquecida.
Mas se tomamos o tempo de olhar bem, refletir, conversar, conversar e conversar... e rir e brincar e ficar em silêncio!...
Se deixamos que essa flor nasça cuidadosa e docemente... aos poucos ela vai vendo a luz do dia.
Maravilhando-se.
Contemplando o outro com novos olhos, ou nova maneira de olhar.
Tudo vira encanto!
Que o outro ria de mim ou pra mim, mas que ria!
Gargalhe, faça festa!...
Que eu seja nem que seja por um pouco responsável por esse rosto iluminado, por essa vontade de viver e de ver o que virá depois.
Bendita seja essa gestação amiga!
Sem prazo, sem tempo, sem hora marcada!
Bendita seja essa amizade, prova de que Deus se faz conhecer através das pessoas que alcançam nosso coração.

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Era uma vez um professor que jogou algumas sementes no meio das pedras. Ninguém sabe como a flor conseguiu crescer e ser um sinal de vida. Passou uma jovem e ficou admirada com a flor e pensou: - Quem teria plantado-a aqui? Cortou a flor e a levou para casa. Mas, após uma semana, a flor havia morrido. - Era uma vez um professor que jogou algumas sementes no meio das pedras. Ninguém sabe como a flor conseguiu crescer e ser um sinal de vida. Passou um homem viu a flor e pensou: - Quem teria plantado-a aqui? Deixou ali, não quis cortá-la para não matá-la. Mas dias depois, veio uma tempestade e a flor morreu. - Era uma vez um professor que jogou algumas sementes no meio das pedras. Ninguém sabe como a flor conseguiu crescer ser um sinal de vida. Passou uma criança e achou que aquela flor era parecida com ela, bonita, mas sozinha. Decidiu voltar todos os dias. Um dia regou, outro dia trouxe terra, outro dia podou, depois fez um canteiro, colocou adubo. Tempo depois, lá onde só havia pedras e uma flor, nasceu um jardim!”
Diante de uma vitrine atrativa, um menino perguntou o preço dos filhotes à venda.



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